Pai herói ou bandido?


Aquele bebê lindinho chegou aos seus braços e junto com ele começa uma pesada realidade. Pois é, a chegada da paternidade assombra!!! Porém, é o momento e a chance que o lado da parceria, doação, da piedade, da empatia têm para serem libertos nos homens.

A nossa geração tem produzido bons pais, desmistificando a ideia daquele pai rabugento, exigente, provedor e egoísta. Vamos dizer que a paternidade é a oportunidade de expor o melhor lado do homem: o lado B. Uns aproveitam esta chance, outros não.

Tenho acompanhado grupos de mulheres de várias classes sociais e a história se repete: filhos pequenos = pais separados.

Porque engrandecemos tanto um pai que é presente dentro de sua própria casa? Que ajuda a mãe de seus filhos, que doa de seu tempo e afeto? Que se esforça para estar mais tempo junto, de corpo e alma? Será porque seja raro de se ver?

Porque na maioria das vezes é diferente disso? Sou contra comparações, principalmente com ícones da mídia, não dá para comparar os seres humanos normais com quem tem uma vida agraciada com flexibilidade de tempo e horário, mas dá para ter boa essência sim.

Dá pra arranjar aquele tempinho com a família, nem que seja uma volta no quarteirão com a cria pendurada nas costas, porque é isso que eles querem…

Dá pra ser mais paciente com esses pequenos que querem o máximo de você. Dá pra parar de olhar para a TV e o celular e olhar olho no olho.

Mas o que há de errado com o seu lar, porque lhe causa repulsa? Vamos dizer que a paternidade expõe a você uma espécie de banquete das privações e, o ideal de vida perfeita, fica longe de ser realizado. 

Há uma obrigação sobre os nossos ombros que nos impõe que temos que ser “felizes”, temos que nos entreter, temos que nos divertir, temos que ter o nosso espaço, meu meu meu, tudo meu….isso soa familiar quando se tem um filho na fase dos 2 a 3 anos de idade.. mas muitos homens estão como eternos babys!

Quando acontece a paternidade é um momento crucial da vida que o casal precisa um do outro intensamente. Tanto nos afazeres quanto em suas emoções. Mas, infelizmente, muitos homens fogem!

Se pararmos um pouco de pensar somente em nós mesmos, em nossos conceitos formados ao longo da vida, se a mulher e o homem pararem de competirem entre si, de viverem dois mundos opostos onde o egocentrismo impera dos dois lados criando uma barreira intransponível, vamos começar a criar um mundo mais humano dentro de nossa casa!

Porque, muitas vezes, há necessidade do pai desenvolver um lado mais materno e, outras vezes, a mãe, pelas circunstâncias da vida, acaba desenvolvendo este lado mais “rude”. Ninguém se torna menos homem ou menos mulher por causa disso. Porque a verdade é que a paternidade e a maternidade chegam e desconstroem tudo o que a gente achava que era verdade absoluta.

A gente descobre que só éramos ótimos pais porque ainda não éramos pais.

Precisamos mudar de fase, virar a chave, apertar o botãozinho do: agora sou pai, agora sou mãe. Chega de pensarmos só em nós mesmos! Temos a grande oportunidade e o privilégio de sermos pessoas bem melhores do que aquela que éramos, aquela que achava que sabia de tudo. Vamos zerar nossa quilometragem do “eu sei”.

Talvez estejamos repetindo a história de nossos pais? Pode ser, mas porque não mudar? Falta paciência, persistência, sempre falta aquela palavrinha preciosa…esperar! Mas não conseguimos, porque a nossa felicidade é o que importa e tem que ser aqui e agora! É uma pena!!!

Não queremos mais esperar descascar uma laranja, não queremos esperar amadurecer o fruto, não queremos mais esperar o desabrochar de uma flor…

E o mandamento Divino de carregarmos a nossa cruz e seguirmos a Cristo? De amarmos ao próximo como a nós mesmo? De orarmos e perdoarmos a quem nos ofende. De renunciarmos a nós mesmos. Que adianta ganharmos o mundo inteiro e perdermos a nossa alma? E por aí vão os textos bíblicos que nos mostram o quanto a compaixão e, agora uma palavra mais usada: a empatia, é fundamental para se viver bem, completo e feliz. Sim, dá pra ser feliz em família.

Dá pra vivermos momentos rotineiros, às vezes obrigatórios, mas regados de grande alegria, dá pra chorar junto, dá para discutir sem perder a paz, dá pra passar um final de semana feliz com ou sem dinheiro, dá pra dividir o almoço ou fingir que está sem fome….talvez não sejam grandes eventos e você não ouça aplausos e não receba holofotes, mas são pequenos flashs registrados somente no coração atento do seu filho. Talvez você não receba cumprimentos e reconhecimento humano…

E quem disse que o sistema do mundo é a favor de vivermos assim?

Convido você a nadar contra a grande maré da vida onde os reconhecidos são os que carregam em si a autosatisfação.

É isso mesmo, você não vai receber tapinha nas costas porque é um pai esforçado, um marido cúmplice. Mas o tempo é implacável, ele vem sem avisar, e com ele os frutos de uma vida inteira. O que fica é o que foi construído por uma causa verdadeira.

A boa notícia é: a mudança é sempre bem vinda, nunca é tarde, vale a pena. Não seja vencido por você mesmo! Lute por sua família!!! A vida espera muito mais de nós!

Por Drica Reis Publicitária, esposa, dona de casa, mãe e coidealizadora do Mães com Fé! Com a colaboração de mães reais

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