A dobradinha que faz o casal se conhecer melhor



Muitos dos casais que se casam hoje em dia, já vão para o altar pensando que se o casamento não der certo, é só divorciar. E essa postura funciona como uma ameaça, mesmo que a nível inconsciente. O fato de amigos, parentes, pessoas da mídia, estarem sempre se separando, já incute em nós uma espécie de sinal de alerta.

Muitas vezes ficamos espantados ao ver casais que achávamos que viviam em lua de mel, terminarem seus casamentos. E nós, por mais convictos que sejamos da indissolubilidade do nosso, precisamos agir, desenvolver, cultivar o relacionamento conjugal para que também não nos encontremos entre essas inúmeras surpresas!

Isto também soa como uma ameaça?! É verdade! Mas essa é a nossa realidade, não é?

Em primeiro lugar, precisamos nos conscientizar de duas palavras: cuidado e comunicação. Ou seja, todo relacionamento precisa ser cuidado, e a comunicação é essencial entre os cônjuges. Ambos devem existir no casamento, seja de forma natural, ou conduzida.

Isso quer dizer que há pessoas naturalmente cuidadosas, investem tempo, respeito com quem está ao seu redor, sejam cônjuges e filhos, pais e irmãos ou amigos. Faz parte de seu temperamento, personalidade e até de seu dom.

Mas, há outras que são mais desligadas, que não se apercebem de seus arredores, de seu convívio e vão vivendo e se relacionando com as outras pessoas, como se vivessem sozinhas, sem sistematizar nada em sua vida, deixando que tudo simplesmente aconteça.

Além do cuidado, a comunicação é também uma das palavras-chaves no casamento. Não podemos esperar que nosso cônjuge adivinhe o que queremos, o que pensamos, o que sentimos. Precisamos verbalizar, dizer, contar, falar sobre os pontos nos quais julgamos estar falhando ou acertando.

Perguntar se nossas dúvidas procedem, se o peso que colocamos em certas situações coincide com o do nosso cônjuge. Pode ser que estejamos dando muito valor para algo que ele não considere tão importante, e vice-versa. Por isso é importante que haja comunicação entre o casal.

Muitas separações seriam evitadas se o casal conversasse e se um entendesse o que o outro está dizendo.

Há um livro chamado “As cinco linguagens do amor”, de Gary Chapman (Ed. Mundo Cristão) que tem sido importante para muitos casais.  Certas separações ocorrem porque um fala uma língua que o outro não entende, e vice-versa.

“Aprender e falar a linguagem do amor do meu marido tem me feito perceber o número de vezes que tentei demonstrar-lhe meu amor, mas ele simplesmente não entendeu! Era como se eu estivesse falando uma língua que ele não conhecia!

Este livro tem nos ajudado a descobrir e a aprender e falar a ‘língua’ um do outro”. Este é o testemunho de uma das pessoas que tem estudado “As Cinco Linguagens do Amor” em seu grupo de casais.

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Podemos e devemos fazer o que estiver ao nosso alcance para motivar nossos casamentos. Sem dúvida, o compromisso que fizemos de “até que a morte nos separe” pode ser assumido de forma mais leve, ou mais pesada, dependendo de nossa atitude.

Segundo um estudo dirigido por Judith Wallerstein, do Centro para a família em transição, sediado na Califórnia, ao longo de 10 anos, num universo de 60 casais separados, somente 10% deles afirmou que sua vida individual tinha melhorado (Antes de dizer adeus, Jaime Kemp, Ed. Mundo Cristão).

Há também aqueles que, mesmo depois de fazer tudo o que podiam, conheciam, sabiam, acabaram vendo seus casamentos serem desmanchados como castelos na areia. E isso é muito doloroso, não é? Certamente, mas pelo menos, essas pessoas podem ter a consciência tranquila de ter tentado inúmeras vezes. E isso é muito importante. Se todos agissem dessa forma haveria mais perdão, menos separações e mais reatamentos.

Se qualquer relacionamento dá trabalho, por que não investir mais tempo, dedicação, respeito com nosso próprio cônjuge? Nem sempre será um mar de rosas. Haverá dias em que realmente teremos vontade de “jogar tudo para o ar”, de “chutar o pau da barraca”.

Precisamos saber que isso é uma realidade, para poder entender e não “apertar o botão de pânico”. É importante, nesses momentos, não tomar decisões precipitadas, pois certamente nos arrependeremos depois.Dessa forma, evitaremos que o coração endureça, causando assim, um comportamento que não é incentivado por Deus.

Se Ele mesmo diz que as separações existem devido à dureza de coração, o mínimo que podemos fazer é procurar mantê-lo maleável e receptivo.

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Iara Vasconcellos – É jornalista, produtora editorial, tradutora e proprietária da “Capa a Capa”. Mora em São Paulo e é casada com João Marcos Vasconcellos. Matéria originalmente publicada na Revista Lar Cristão

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