O uso excessivo de redes sociais.

Cresci em uma realidade analógica em que as relações eram diretas e em sua maioria baseadas em uma afinidade pessoal mútua.



Na prática, você se tornava amigo de alguém com quem se dava bem. Isso não mudou muito hoje – ainda continuamos amigos de verdade daqueles com quem temos alguma afinidade ou um gosto pessoal parecido. Nota-se hoje em dia uma transformação grande nesse cenário:

queremos ser amigos de todos, direta ou indiretamente – se é que amizade indireta conta na vida – nas redes sociais.

Um mundo mais que presente

Fosse uma ou outra vez que o mundo digital entrasse em nosso cotidiano, problema algum haveria. O preocupante é que ele tomou conta de nossa realidade, em especial quando falamos de adolescentes.

Não raro, a preocupação com quem somos nas redes sociais se torna maior do que o cuidado que temos em nos desenvolver e evoluirmos em termos pessoais. Fotos, textos e situações são moldados de modo a parecer que somos felizes, viajados e bonitos. O que de fato existe na vida de cada um fica, em muitos casos, de lado – jovens são impelidos a montar uma personalidade paralela digna de um pop star para ter aceitação: querem likes, compartilhamentos e comentários a qualquer custo. Escolhem webcelebridades para seguirem que, em sua maioria, pouco agregam em termos de conhecimento, educação ou cultura geral.

Trocando experiências reais

O like em si não é bom ou ruim: é uma momentânea expressão de conexão que não se traduz, na prática, em combustível para nossas demandas emocionais. Passageiro, não passa de algo que se esvai segundos depois que o próximo post invade sua timeline.

O que é alarmante aqui? A ilusão de que estamos conectados, de que estamos compartilhando algo, quando de fato a nossa realidade existencial não se alterou, não foi tocada, não foi transformada.

Não critico redes sociais – podem ser excelentemente bem exploradas, desde que não haja vício. O humano existe para se relacionar e para trocar vida – precisamos de toque físico, de conversa audível, de olho no olho.

Como cita Provérbios 18:1, “aquele que se isola insurge contra todo o entendimento”. Precisamos dessa troca… é como se Deus houvesse colocado em nosso chip a necessidade de nos relacionarmos de um modo físico. A essencial rede social da qual precisamos não precisa de celulares e de baterias.

Notamos o preço do vício nas redes praticamente todos os dias ao nosso redor. Em meio a conversas, reuniões e na escola, alguns mal conseguem tirar os olhos da telinha. Ter acesso ao universo digital é ótimo – caso haja condições, os pais devem incentivar isso.

Do mesmo modo, controlar a insana necessidade de viver conectado é mais mandatório ainda – se isso não ocorre, o jovem alimentará um comportamento que pode se tornar um vício em pouco tempo, prejudicando diversas esferas da construção de sua identidade. Se seu filho estiver nessas condições, promova controlando; incentive, porém educando; conecte-o, sem desconectá-lo. Tarefa difícil essa?

Esqueça o medo de parecer repressor… e mãos à obra!

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