O milagre não veio quando esperei, mas aconteceu!


Em 2015, com pouco mais de quatro anos de casados, sentimos que seria o momento de gerar um filho. Oramos e em resposta tivemos que esse sonho tivera nascido antes no coração do Senhor,

que nos abençoou logo em seguida. Ficamos felizes com a confirmação da gravidez e seguimos nossos planos normalmente, quando então tive um episódio de sangramento.

A médica avaliou e disse não ser preocupante, mas nas semanas seguintes o mesmo episódio se repetiu. Nesse momento, entendemos por buscar outro médico e novamente Deus se fez presente. Uma amiga amorosa, Erica, nos sugeriu uma obstetra de sua confiança e lá fomos nós. Desde a primeira consulta sentimos paz e soubemos que com ela ficaríamos até o final. 


A gestação transcorreu normalmente até 32ª semana. Após um exame de ultrassom o médico constatou que a nossa pequena Rafaela não tinha crescido no comparativo com o exame anterior. A médica avaliou no mesmo dia e sugeriu uma internação, para um repouso absoluto. Estávamos no dia 06 de fevereiro e a data prevista do parto era 02 de abril. Enfim, realizados os tramites necessários, internei no dia 07 de fevereiro.

Dia a dia, exame a exame, íamos torcendo para que a nossa filha engordasse e crescesse, o que não estava acontecendo.

E nesse período oramos, oramos e oramos. E não somente nós, mas também os amigos, os familiares, os pastores. E eu me lembro com clareza que em um determinado dia, com alguns amigos no quarto, oramos e pedimos fervorosamente a Deus que operasse um milagre, que intercedesse para a reversão daquele quadro até então imutável.

E eu tive ali a certeza de que o quadro estava revertido de imediato.



Me lembro de ter ficado muito tranquila, afinal estava certa do milagre. Mas no dia seguinte, no exame habitual de todas as manhãs, essa certeza não se confirmou. Confesso que fiquei muito angustiada.

Àquela altura, a médica, que carinhosamente nos visitava todos os dias, já dava indícios de uma possível necessidade de cesárea, se fosse detectado qualquer risco à nossa filha. Aquilo me aterrorizou ainda mais, pois sempre quis um parto normal, mas naquele momento não havia nenhuma possibilidade nesse sentido.


Enfim, no dia 17, à noite, a médica que sempre nos visitava durante o dia, o fez. Repetiu um ultrassom e nos acompanhou até o quarto, quando nos questionou se concordaríamos com uma cesárea no dia seguinte. Não tínhamos com o que concordar, afinal, a especialista era ela. E confiamos na recomendação e nos preparamos para a cirurgia do dia que se avizinhava. Me lembro dela explicando que com 1.5kgs, que era o peso estimado pelos exames, infelizmente não sairíamos com a nossa filha do hospital tão logo.

Que o procedimento cirúrgico seria diferente, sem a possibilidade de utilização da sala de acompanhamento de familiares, sem aquela foto habitual que os pais tiram com o bebe recém-nascido e com mais médicos.

Que um pediatra da UTI, sim, ela disse UTI, neonatal receberia a nossa filha e a levaria para a tal UTI após os procedimentos. Mas que o pai a veria, teria acesso a ela enquanto eu estivesse sem condições e que iam esmerar os melhores esforços para termos o melhor resultado possível.


Confesso que orei novamente, mas estava muito angustiada, pois me lembrava da certeza de um milagre que não tinha acontecido. E lá fomos nós: dia 18 de fevereiro, bem cedinho, desci para a cirurgia.

A Rafaela assustou o pai, que conta ter visto ela ser retirada, mas que por uma fração de segundos, se manteve sem movimento, sem som, e isso o apavorou. Em seguida chorou.


E conforme alertado pela médica, ela foi rapidamente retirada para uma sala ao lado, para pesagem e exame, acompanhada pelo pai, que em seguida foi informado de que a pequena tinha 1.540kgs e 41cm.


Quando uma enfermeira retornou à sala para que eu a visse, ela estava em uma incubadora, embrulhada em algo que parecia um saquinho plástico, com um respirador do tamanho do seu pequeno rosto, ou seja, mal pude vê-la. Da mesma forma como entrou, saiu e a levou para a tal UTI.

Me recordo com clareza que, após o término da cirurgia, uma das médicas veio me cumprimentar e ela, muito emocionada, me disse: “Eu pude sentir a presença de Deus nessa sala o tempo todo”.

Aleluia! Eu, que antes da internação, estava preocupada com a mala de roupinhas, aprendi dias depois que um bebê na UTI não usa roupas, pois fica em uma incubadora aquecida. 

Aprendi que precisava pedir para uma enfermeira pegar a minha filha e me entregar a cada visita, e que eu não deveria demorar a devolvê-la à incubadora, pois com seu baixo peso ela tinha dificuldades em manter a temperatura corporal. Mas a ficha caiu mesmo três dias depois, na minha alta médica. 


Seguramente afirmo que ninguém está preparado para sair do hospital deixando seu filho internado em uma UTI. Chegar em casa e entrar no seu quarto arrumado e ver seu berço vazio trouxe momentos de muita dor.

Mas não tínhamos tempo para isso, pois teríamos que voltar para as os horários de visita. Enfim, foram 22 dias de internação para que ela alcançasse condições de alta, com peso de 1.890kgs. E com ela em casa, ainda que muito pequena e com uma séria de restrições iniciais, inclusive de visitas, tive a certeza de que Deus não nos desamparou, sequer um dia.

O milagre não veio como eu pedi e nem no momento que esperei, confesso. Mas não tenho dúvidas de que ele aconteceu.

A Rafaela nasceu no sétimo mês, com peso muito abaixo do esperado para a idade gestacional e sem qualquer sequela ou dificuldade respiratória. Hoje ela está com 1 ano e 7 meses, com plena saúde e sem qualquer tipo de intercorrência nesse período.

Eu posso ver a mão de Deus em cada detalhe da vida dela. Ela é Promessa do Senhor na minha vida e na vida de seu pai.

“Firme ó Deus está o meu coração, firme nas promessas do Senhor, eu continuo olhando para Ti, e assim eu sei que posso prosseguir. E mesmo quando eu chorar, as minhas lágrimas serão, para regar a minha fé e consolar meu coração. Pois o que chora aos pés da cruz, clamando em nome de Jesus, alcançará de Ti Senhor, misericórdia, graça e luz”

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